Reforma Tributária 2026: o que muda, quais os riscos e como as empresas devem se preparar

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A Reforma Tributária deixou de ser um tema distante e passou a integrar a rotina das empresas brasileiras. Desde janeiro de 2026, o novo modelo de tributação sobre o consumo entrou oficialmente em fase de testes. Com isso, iniciou-se um período de transição que já impacta sistemas, processos e decisões estratégicas.

Embora a cobrança efetiva dos novos tributos ainda não ocorra, o cenário atual exige atenção imediata. Afinal, ignorar a Reforma Tributária em 2026 significa assumir riscos silenciosos, que costumam aparecer apenas quando o impacto financeiro já se tornou relevante.

Neste artigo, você vai entender o que muda com a Reforma Tributária em 2026, quais são os principais impactos para as empresas e, sobretudo, como se preparar de forma estratégica desde agora.


Reforma Tributária 2026: por que este ano é decisivo

Historicamente, o sistema tributário brasileiro figura entre os mais complexos do mundo. Durante décadas, empresas conviveram com múltiplos tributos sobre o consumo, regras fragmentadas e alto nível de insegurança jurídica.

Esse cenário, no entanto, começou a mudar com a Emenda Constitucional nº 132/2023, que estabeleceu as bases da Reforma Tributária. Na sequência, a Lei Complementar nº 214/2025 regulamentou o novo modelo, criando o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo, além de definir o cronograma de transição até 2033.

Assim, o ano de 2026 marca o início prático dessa transição. Na prática, as empresas passam a conviver com dois sistemas tributários ao mesmo tempo: o modelo atual e o novo desenho do IVA dual. Como resultado, a complexidade operacional aumenta e exige ajustes imediatos.


O que muda na prática com a Reforma Tributária em 2026

A Reforma Tributária substitui cinco tributos sobre o consumo por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, alinhado às práticas internacionais.

O novo sistema será composto por:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, que substitui PIS e Cofins;

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios, que substitui ICMS e ISS;

  • Imposto Seletivo, aplicado a bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Em 2026, a apuração do IBS e da CBS terá caráter exclusivamente informativo, sem recolhimento efetivo, desde que as empresas cumpram corretamente as regras de emissão e registro dos documentos fiscais eletrônicos. Esse entendimento foi confirmado pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025.

Portanto, embora não haja impacto arrecadatório imediato, as obrigações operacionais já estão em vigor.


Impactos da Reforma Tributária na gestão e no caixa das empresas

Os efeitos da Reforma Tributária vão muito além da teoria jurídica. Eles atingem diretamente a gestão financeira, a operação e a formação de preços.

Durante o período de transição, as empresas ficam mais expostas a riscos como:

  • erros de parametrização de ERPs e sistemas fiscais;

  • falhas no destaque e no registro de IBS e CBS;

  • inconsistências no aproveitamento de créditos;

  • impactos inesperados no fluxo de caixa;

  • distorções na precificação de produtos e serviços.

Além disso, dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que mais de 75% do PIB brasileiro está envolvido em disputas tributárias. Nesse contexto, a falta de preparo amplia significativamente a exposição a riscos financeiros e operacionais.


O erro mais comum das empresas diante da Reforma Tributária

O erro mais frequente é tratar a Reforma Tributária como um problema futuro.

Muitas empresas acreditam que só precisam agir quando os novos tributos entrarem em vigor de forma definitiva. Contudo, é justamente o período de transição que concentra os maiores riscos operacionais.

Quando a adaptação fica para depois, surgem consequências como:

  • retrabalho em sistemas e processos;

  • correções feitas sob pressão;

  • aumento involuntário da carga tributária efetiva;

  • impactos diretos no caixa;

  • maior exposição a autuações futuras.

Em geral, esses problemas não aparecem de forma imediata. Eles se acumulam silenciosamente e se revelam quando a margem de correção já é reduzida.


2026 como período pedagógico: o que isso significa na prática

O legislador definiu 2026 como um ano de caráter pedagógico. Nesse período, empresas que cometerem erros no envio de informações não sofrerão penalidades, desde que atuem de boa-fé e demonstrem esforço de adequação.

Caso ocorram inconsistências, o Fisco notificará o contribuinte e concederá prazo de 60 dias para regularização. Somente após esse prazo poderão ser aplicadas penalidades, conforme regulamentações futuras.

Dessa forma, 2026 representa uma oportunidade estratégica para testar sistemas, ajustar processos e corrigir falhas antes do início da cobrança efetiva.


Como preparar sua empresa hoje para a Reforma Tributária

A adaptação à Reforma Tributária pode — e deve — começar agora. Para isso, algumas ações são fundamentais:

Primeiro, mapeie como o novo modelo impacta compras, vendas, contratos e operações recorrentes.
Em seguida, ajuste sistemas e ERPs para garantir o correto destaque, registro e controle de IBS e CBS.
Além disso, revise políticas de precificação e contratos, já que a transparência tributária altera a lógica de repasse de custos.
Por fim, fortaleça a governança fiscal e financeira, com relatórios claros e acompanhamento contínuo.

Assim, a empresa reduz riscos e ganha previsibilidade em um cenário de mudança estrutural.


Base legal da Reforma Tributária

A Reforma Tributária do consumo está fundamentada principalmente em:

  • Emenda Constitucional nº 132/2023;

  • Lei Complementar nº 214/2025;

  • PLP nº 108/2024, que trata da governança do IBS;

  • Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, que define as obrigações acessórias para 2026.

Esses diplomas estruturam a transição do sistema tributário brasileiro até 2033.


Conclusão: antecipar é uma vantagem competitiva

A Reforma Tributária em 2026 representa mais do que uma mudança fiscal. Ela transforma a forma de operar, planejar e gerir empresas no Brasil.

Por isso, quem se antecipa transforma incerteza em vantagem competitiva. Organiza processos, reduz riscos e toma decisões financeiras com mais segurança em um ambiente cada vez mais exigente.

Se você quer entender como a Reforma Tributária impacta, na prática, a gestão e o financeiro da sua empresa, o momento de agir é agora.

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