Qual é o nível de controle financeiro da sua empresa?

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Ter dinheiro na conta não significa, necessariamente, ter controle financeiro.

O saldo bancário mostra quanto está disponível naquele momento, mas não explica quanto desse valor já está comprometido, o que ainda falta receber nem se o caixa será suficiente para os próximos dias.

O verdadeiro nível de controle financeiro aparece na forma como a empresa registra, acompanha e utiliza seus números. Quanto mais organizada está a rotina, menor é a dependência de decisões tomadas no susto.

Em qual destes níveis sua empresa se encontra hoje?

25%: no escuro

Neste nível, o saldo bancário é praticamente a única referência. Para saber se pode pagar, investir ou contratar, o responsável abre o aplicativo do banco e confere quanto tem disponível.

O problema é que parte desse dinheiro pode já estar comprometida com impostos, fornecedores, folha ou parcelas que ainda vencerão. Também pode haver vendas realizadas que não entraram, clientes atrasados ou despesas próximas que ninguém registrou.

A empresa conhece o saldo, mas não conhece a própria posição financeira. Por isso, qualquer despesa inesperada consegue bagunçar o mês inteiro.

50%: correndo atrás

As informações existem, mas chegam depois do momento em que seriam úteis.

Existem planilhas, relatórios, notas e comprovantes. Porém, os lançamentos acumulam, a conciliação fica atrasada e a conferência acontece apenas quando surge uma cobrança, falta dinheiro ou alguém precisa tomar uma decisão.

A gestão passa boa parte do tempo tentando entender o que já aconteceu. Descobre um atraso depois do vencimento, percebe uma queda no caixa depois que ela ocorreu e identifica um gasto excessivo quando já não há muito o que fazer naquele mês.

Há algum controle, mas ele ainda serve mais para explicar o passado do que para conduzir o presente.

75%: organizado

Neste estágio, contas a pagar e a receber estão atualizadas. A empresa acompanha vencimentos, concilia as movimentações bancárias e conhece os compromissos dos próximos dias.

Os documentos possuem um caminho definido, os responsáveis sabem o que precisam aprovar e a gestão consegue visualizar entradas, saídas e necessidades de caixa com antecedência.

Isso reduz atrasos, pagamentos em duplicidade, cobranças esquecidas e surpresas no fechamento. A rotina financeira deixa de depender da memória de alguém e passa a seguir um processo.

A empresa já controla bem a operação. O próximo passo é usar essas informações com mais frequência nas decisões.

100%: estratégico

No nível estratégico, os números não ficam guardados apenas em relatórios. Eles participam das decisões da empresa.

A gestão analisa o fluxo de caixa antes de assumir uma nova despesa, acompanha a margem para avaliar preços, identifica os períodos de maior pressão financeira e projeta diferentes cenários antes de contratar, investir ou expandir.

Também consegue responder, com segurança, perguntas importantes:

  • Quanto a empresa precisa faturar para cobrir sua estrutura?
  • Quais clientes, produtos ou serviços deixam melhor margem?
  • Quanto do caixa já está comprometido?
  • Existe espaço para investir sem prejudicar os próximos meses?
  • O crescimento está trazendo resultado ou apenas aumentando o movimento financeiro?

Neste nível, a empresa não espera o problema aparecer para olhar os números. Ela acompanha os sinais e ajusta a rota enquanto ainda existe tempo para decidir.

Como avançar para o próximo nível?

A empresa não precisa começar por um relatório sofisticado. Se os lançamentos estão atrasados ou o saldo não está conciliado, nenhum painel bonito resolverá o problema.

O avanço começa pela base: registrar as movimentações, separar documentos, definir responsáveis, atualizar o contas a pagar e a receber e acompanhar o fluxo de caixa. Depois, essas informações podem ganhar profundidade e apoiar análises de margem, custos e projeções.

O BPO financeiro ajuda justamente nessa evolução. Ele assume a organização e o acompanhamento da rotina para que os dados estejam disponíveis quando a gestão precisa decidir, e não apenas quando o mês já terminou.

Agora, responda com sinceridade: o nível de controle financeiro da sua empresa está em 25%, 50%, 75% ou 100%?

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